Casa do Povo 

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A Casa do Povo de Avelãs de Caminho, sendo uma das mais antigas do País, foi construída com a ajuda dos conterrâneos e beneméritos, residentes no Brasil - Gervásio, Ricardo e Adriano Seabra, e fundada por Alvará, de 11 de Maio de 1937.

Foi inaugurada com a realização de um grandioso baile de gala organizado pela família dos beneméritos, destacando-se neste evento, a Senhora D.Angelina Seabra Pinto, senhora de grandes virtudes e elevadas qualidades morais e humanas.
 
Começou a funcionar em 15 de Agosto de 1937, tendo à frente dos seus destinos, os irmãos Joaquim e Claudino Ferreira Pinto, que se dedicaram de alma e coração a esta iniciativa.
 
O bem-estar dos seus sócios e seus familiares, foi sempre a preocupação principal da Casa do Povo, e, dentro desse espírito e porque na freguesia muitos dos seus residentes eram pessoas carenciadas a Direcção organizou diversos eventos, como cursos de costura, apicultura e outros e ainda inúmeras colónias de férias para as crianças mais carenciadas, a maioria delas a necessitar dos ares do mar, o qual nunca tinham visto.

Em 1939, surgiu a ideia de ampliar a sede com a construção de um primeiro andar, que não se concretizou, e em 1965 foi adquirido um terreno anexo, destinado à necessária ampliação e, inclusivamente, para a instalação do Posto Médico (Unidade de Saúde).

Em 1971 por aquisição do terreno do campo de jogos, criaram-se as actividades de futebol e de atletismo, tendo esta última modalidade sido premiada com imensas taças e medalhas.

Além de um grupo de teatro que levou à cena diversas peças, tendo o mesmo estado em actividade bastante tempo, foi posteriormente formado, no ano 1976, um Rancho Folclórico que actuou 18 anos, percorrendo várias localidades do país e estrangeiro.

Mais tarde organizou-se também um grupo de Coros e Cantares formado por 21 senhoras e 4 homens, que actuou em vários locais, gratuitamente, mas sempre com intuito de divulgar a nossa cultura popular. Durante décadas, a Casa do Povo esteve ao seriço de todos, tendo-se nela realizado festas de todos os géneros e em especial, bodas de casamento.

Com o 25 de Abril e com a extinção da Junta Central das Casas do Povo, era preciso salvar o seu património. Por isso, a Casa do Povo passou a Associação com estatutos próprios, a viver exclusivamente do produto das quotas dos sócios, o que era uma situação difícil.


Com o passar dos anos, a Casa do Povo começou a necessitar de obras urgentes, pelo que foram feitas várias diligências para a obtenção de subsídios, o que não se conseguiu. Foi então decidido em Assembleia-geral, vender-se o campo de futebol, inactivo, para que, com o dinheiro da venda se desse início às obras do telhado, que ameaçava ruínas. A Direcção que se encontrava em funções através do seu espírito de iniciativa e coragem conseguiu realizar as obras necessárias, dando alma e vida a esta Associação, tornando-a no lugar aprazível, acolhedor e simpático dos seus tempos áureos.

O "Grupo de Cantares do Certima", o qual arrecadou sucessivos êxitos, era constituído por 18 elementos e do seu instrumental constavam 2 acordeões, bombo de banda e outros instrumentos de percussão.

Nos três anos da sua existência o "Grupo de Cantares do Certima" fez mais de 40 actuações. Foi convidado por 5 vezes pela Junta de turismo da Curia e por 2 vezes pela Junta do Troviscal, Comissão de Festas de Vendas de Samel e Freguesia de Aguada de Baixo, o que prova o seu sucesso.

Nas suas instalações funciona também desde 1982 o Posto Médico, que até então se encontrava num local alugado. Para a sua construção teve um papel fundamental a Junta Central das Casas do Povo, Câmara Municipal de ANadia, Industriais e do povo em geral, o qual, com a sua participação nos diversos bailes levados a efeito para angariação de receitas, fez com que os mesmos tivessem êxitos inigualáveis em todos os aspectos.

Há que salientar e deixar aqui expresso, por ser de justiça, um voto de gratidão ao audoso conjunto musical "Melodias de Sempre", de Barrô, pela sua participação graciosamente dada em todos os bailes que se realizaram e que foram muitos.

Assim poder-se-á continuar a desenvolver todas as actividades que existiam para engrandecimento do património da nossa terra - Avelãs de Caminho - e das suas gentes.

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